quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Memórias

O seu rosto vai ganhando as velhas formas
Não, não é possível se livrar do passado
Ele marcou o seu corpo e se incrustou na sua memória
Quando pensava que as feridas já estavam fechadas
Ainda aparecem as cicatrizes nas quais às vezes você toca
E dói, por mais que o toque pareça um carinho
Você é mais delicada do que imagina
Infelizmente
São os velhos contornos redondos
Como um círculo que mostra que mais um ciclo vai acabando
É a vida, minha querida, que não perdoa
Aqueles que não tem coragem de encará - la de frente

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Vulnerável

Se pôr para dentro porque se está vulnerável
Porque não se  tem certeza do futuro
Porque algo ou alguém (até mesmo você) pode jogar todos os seus sonhos no lixo
Porque  isso aqui tudo é passageiro
Porque amanhã suas asas de cera podem derreter


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Sempre aqui

Sempre estarei aqui, disposta a recomeçar e olhar para a frente. As esperenças de fato não morreram, ainda existem algumas no fundo da gaveta. Sempre há  a fênix e eu sempre canto para os flamingos.

domingo, 23 de novembro de 2008

De volta

Estou de volta à minha vida ou da minha vida?
Fica a critério do leitor.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Transporte público

1h e 20min esperando o ônibus
40 min de viagem
Muita gente, pouco espaço
E um eu quebrado!

LA VIDA ES DURA
            ou
Vivao transporte público

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Velhas notícias

Era mesma rua
O mesmo homem no mesmo lugar
O mesmo arrepio e tremor por dentro
Droga!
Mas eu era outra 
Não atravessei a rua
E não me fiz ser vista
Apesar de tudo
São os mesmos 1,66 metro
E eu continuo a não usar salto

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

ROSA DOS VENTOS

E do amor gritou-se o escândalo Do medo criou-se o trágico No rosto pintou-se o pálido E não rolou uma lágrima Nem uma lástima Pra socorrer  E na gente deu o hábito De caminhar pelas trevas De murmurar entre as pregas De tirar leite das pedras De ver o tempo correr  Mas, sob o sono dos séculos Amanheceu o espetáculo Como uma chuva de pétalas Como se o céu vendo as penas Morresse de pena E chovesse o perdão  E a prudência dos sábios Nem ousou conter nos lábios O sorriso e a paixão  Pois transbordando de flores A calma dos lagos zangou-se A rosa-dos-ventos danou-se O leito dos rios fartou-se E inundou de água doce A amargura do mar  Numa enchente amazônica Numa explosão atlântica E a multidão vendo em pânico E a multidão vendo atônita Ainda que tarde O seu despertar


( CHICO BUARQUE)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

o mundo é um moinho

Ainda é cedo, amor
Mal começastes a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida 
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não será mais o que és

Ouça - me bem amor 
Preste atenção, 
O mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó

Muita atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a abeira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés

   ( Cartola)




Viva as decisões precipitadas!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Crônica do amor


Crônica do amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, 

caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes

 teriam uma fila

 de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão.

 O verdadeiro amor acontece por empatia, 

por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem 

e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz 

que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que

 os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando

 menos se espera.

Você ama aquela petulante.

 Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu,

 você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia

 e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela 

detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado,

 o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora

 brigar com ela e ela adora implicar com você. 

Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. 

Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo 

que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga.

 Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas.

 Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais.

 Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas 

sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido 

num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. 

Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música,

 tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo.

 Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento,

 mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC.

 Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas,

 bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! 

Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer.

 É a contingência maior de quem precisa.   

(Arnaldo Jabor)





Deve ser essa a resposta às minhas dúvidas

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Saudade

Saudade. 
Só isso.
 Tudo isso.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O peso do mundo

Abdicar. Abdicar de tudo. Da vaidade, de certos prazeres, de mim. E tudo isso em nome de quê? De algum objetivo maior? Não. Tudo isso como forma de protesto, detesto a minha situação mas não me esforço para mudar. Fujo e resisto. Até quando continuarei com isso? Até a dor corroer todas as minhas forças. Enquanto isso a vida vai passando, e eu perdendo todas as oportunidades que ela me traz. Por causa do meu eu medroso, inseguro e covarde que insiste em se render a dor. Tenho medo do tempo passado que depois irá bater à minha porta para cobrar a conta. Sempre carreguei o peso do mundo em minhas costas e está na hora de jogá - lo fora. De levantar a cabeça, de me sentir Macabéa. Macabéa não teve direito a sonhos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Coisas boas de verdade

É bom saber que sou importante, que a pessoa que eu achava que não me dava a mínima me liga no fim do domingo pra desabafar. É bom saber que  alguém me convida pra almoçar, que me pede conselhos. É bom saber que quando eu estou triste há alguém com vontade de me dar um abraço. É bom quando me chama de "tia" e faz questão de avisar que vamos nos ver mais. É bom saber que sempre tem alguém que vai cantar pra você nas noites de solidão. É bom saber que tem alguém pra te mandar fazer polichinelos na hora certa. É bom saber que  há criaturas de alma nobre que te amam e que estão dispostas a mudar o mundo ao seu lado. É bom ter pessoas para ter saudades. Eu amo os meus amigos e sou feliz por eles estarem perto. Pelo menos em pensamento. E essa é uma homenagem a vocês , a quem eu não tenho tido tempo de dar atenção nesse ano tão corrido.


Obrigada, 

Luanda
karyna
Bárbara
Mariana
Havanna
Camila
Júnior
Larissa F.

sábado, 18 de outubro de 2008

A velha ladainha

Eu vou embora. Não vou ficar mais nessa cidade. Eu quero ir pra casa. Já enchi o saco disso aqui. É, eu vou. Hoje não, daqui a alguns dias. Blá, blá,blá ,blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá... 
ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ............................................

Já ouviram dizer que mulher fala demais?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Animal não domesticado

Cuidado! Estou extremamente estressada. Eu posso morder. Estou que nem cachorro raivoso, ao mínimo sinal de alerta eu ataco. não queira ser a próxima vítima.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Assuntos aleatórios

Eu não ia abrir. Mas abri. Já admiti desde muito tempo o meu vício por biscoito mas admiro minha capacidade, depois de ter comido trimix só pq a embalagem era bonita( mas o biscoito é ruim p pohha) e um pacote inteiro de hojalmar que não tinha o mesmo gosto da infância. Mas não é sobre isso que vim falar. Eu vim falar de mim, do meu momento. Estou quase me sentindo de férias. Me prometi aguentar ao menos até o mód 7, que chegou hj. Amanhã não vou ao cursinho. Mas não vou abandonar agora. Ainda aguento mais um pouquinho. Estou adiando o meu plano de fugir para Alagoinhas ( por enquanto). Eu ia sair, dormir, e ver tv horrores. Estudar , apenas nas horas vagas. Faz parte do meu  agora. Estou naqueles dias " preciso não dormir" pra aproveitar cada momento do dia. Estou voltando a me sentir inteira. As coisas estão mudando. Não sei se se é mudança mesmo ou um ataque de stress - esse meu amiguinho que me acompanha há 4 anos. Não importa, só quero me sentir livre. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

30 dias

     Decidi. Vou ficar aqui só mais 30 dias e volto pra casa.                                                                                Quantas dias duram 30 dias? Quantas horas duram 30 dias?  Quantas dores duram 30 dias? Quantas angústias? Quantos medos? Quantas insônias? Quantas enxaquecas? Quantas fomes deseperadas? Quantos quilos de comida? Quantos pacotes de biscoito? 
    Cadê a força, a garra, a determinação? Se perderam dentro de algum módulo ou de uma das várias canetas bic pretas vazias que foram jogadas no lixo. Será que eu fui jogada no lixo também?





    Parafraseand0 Bárbara: Eu atirei o meu corpo na ladeira e ele ainda está caindo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Questionamentos

Carol, perdão, Caroline, você andou lendo seu blog nessas últimas semanas? Sinceramente , ridículo. Péssimo! Parecem coisas escritas por uma menina de catorze anos que acha que seu guru é Renato Russo . Eu pensei que você já tinha passado dessa fase. Mas eu lhe disse:"  Cuidado com Clarisse. Ela está querendo voltar." Mas você ás vezes faz questão de ignorar meus avisos. Tsc, tsc,tsc... Teimosa! Quero que você aprenda a ser adulta minha querida, por mais que isso lhe pareça doloroso. Seja responsável e alegre. Por enquanto é só isso que te peço. Só quero que você tenha paz meu bem , só isso.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Insônia filha da puta

Estou com medo. Estou com muito medo. A vida não perdoa os fracos e os fracassados. Faltam 38 dias. 38 dias. 38 dias e há  muitas páginas a serem estudadas. Há muitas questões a serem resolvidas e nenhuma disposição para fazê - lo. Há muito desespero. Há muita rebeldia. Mas não é hora para essas coisas. Há também a insônia que me perturba todas as noites. Há a sonolência durante o dia. Há as distrações. Há a vontade de largar tudo isso. Mas há também as culpas e o cansaço. Há o medo dizendo que se você largar tudo vai perder de novo, vai de novo se sentir irresponsável e burra, seria a mesma dor outra vez. Há também a cabeça dizendo que você está morrendo aos poucos , que está perdendo momentos preciosos de vida.  Há cada prazer carregado de culpa, você não está estudando. E para quê aprender tudo isso? Para nada. Há o medo de ficar louca de vez, pois estrou no meio de uma brga. Sanidade x insanidsade. Felicidade x depressão. Morte ou vida? Morte no momento.

Cruisin'

Baby let's cruise, away from here Don't be confused, the way is clear And if you want it you got it forever This is not a one night stand, baby, yeah so . Let the music take your mind Just release and you will find You're gonna fly away Glad you're goin' my way I love it when we're cruising together The music is played for love, Cruising is made for love I love it when we're cruising together . Baby tonight belongs to us Everything's right, do what you must And inch by inch we get closer and closer To every little part of each other ooh baby, yeah So . Let the music take your mind Just release and you will find You're gonna fly away Glad you're going my way I love it when we're cruising together The music is played for love, Cruising is made for love I love it when we're cruising together . Cruise with me baby Uhhhh Uhhhh Ooooh Baby let's cruise Let's flow, let's glide Ooooh let's open up, and go inside and if you want it you got it forever I could just stay here beside you and love you baby . Let the music, take your mind Just release and you will find You're gonna fly away I'm glad you're going my way I love it, when we're cruising together  The music is played for love, Cruising is made for love I love it, when we're cruising together You're gonna fly away Glad you're going my way I love it when we're cruising together  The music is played for love Cruising is made for love I love it, when I love it, I love it, I love it Ooooh Cruising me, Baby I love it, when we're cruising together






Era tudo o que eu estou precisando

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Transcender

Um dia longo , é verdade, mais de doze horas de aula, um pouco além do humanamente aceitável. Mas ao menos a última aula foi de filosofia. Algo demasiado pequeno , mas infinitamente grande para mim. Foram as minhas primeiras viagens no vôo da coruja.  Finalmente vi que o dia valeu a pena quando Adônis ( nome sugestivo, não?) soltou essa frase :                                                               " Transcender : ultrapassar os limites do mundo físico" , além disso falou da superação da falsa moral, da transvaloração dos valores, do super - homem e eu me achei. Achei o que a tanto tempo se encontrava perdido e agora me veio à tona; foi como eu tivesse me descoberto, retirado o véu que encobria aquilo que estava tão óbvio e obscuro ao mesmo tempo. Eu sou isso: sou aquela que quer quebrar as barreiras, sobretudo as minhas. Aquela que quer descobrir o seu próprio modo de vida, o seu caminho. Eu quero me elaborar a partir dos meus próprios pensamentos, e poder superar todos esses valores mesquinhos, toda essa racionalidade que só produz sofismas. Quero sobretudo  cultuar sempre o prazer, sentir sobretudo, sentir a realidade ao invés de enxergá - la apenas, uma coisa de tato, de alma. Mas o pior de tudo é que me enquadro num sistema que nega tudo isso. Eu estou estudando para uma prova de competição, estudando coisas desagradáveis e desinteressantes em sua maioria para provar que eu estou apta a ingressar num centro de  conhecimento, ou seja um lugar que  supera essas estruturas. Tudo nela me leva a fincar meus pés no chão que nem uma planta , criando raízes. Planta não pensa.Não tem alma.  Não voa. Às vezes eu acho que estou involuindo. Se não fosse por alguns conhecimentos adicionais e bem úteis e pela experiência de vida eu diria que esse processo não vale a pena. Mas tenho eu o direito de questionar alguma coisa? Não. Não há outra forma de me excluir deste sistema alienante  denominado vestibular senão me incluindo nele. Contraditório, não? É demais para minha cabeça. Agora vou ver tv para esvaziar a mente.

domingo, 28 de setembro de 2008

Down em mim

Eu não sei o que o meu corpo abriga Nestas noites quentes de verão E nem me importa que mil raios partam Qualquer sentido vago de razão Eu ando tão down Eu ando tão down  Outra vez vou te cantar, vou te gritar Te rebocar do bar E as paredes do meu quarto vão assistir comigo À versão nova de uma velha história E quando o sol vier tocar minha cara Com certeza você já foi embora Eu ando tão down Eu ando tão down  Outra vez vou te esquecer Pois nestas horas pega mal sofrer Da privada eu vou dar com a minha cara De babaca pintada no espelho E me lembrar, sorrindo, que o banheiro É a igreja de todos os bêbados Eu ando tão down Eu ando tão down
Eu ando tão down Down... down


Viva Barão vermelho e o meu mau humor, e a minha apatia

Vazio

Dias vazios
                                                       Peito vazio
                          Cabeça vazia 
                                                                                Vida vazia

sábado, 27 de setembro de 2008

Retrato

Olhando para uma foto minha antiga surgem várias interrogações. aonde foi parar aquela menininha cheia de cretezas, de respostas prontas, de olhar tão firme? ela está quase setornando uma mulher e está cheia de dúvidas na cabeça. As certezas desapareceram. Cadê ela que dizia que dizia que ia ser " xoralista" (leia - se apresentadora0 e mais tarde disse que ia ser jornalista e escritora para poder viver pertinho das sua palavras, não ter que deixar deescrever nunca? Essa menina que sabia que o seu príncipe viria quando fizesse 18 anos, e eles já estão aí e nem rastro do cavalo branco.  Essa menina está perdida, atrás da intensidade que é o propósito fundamental na sua vida. Ela quer voltar a ver seus olhos brilharem e a se entusiamar com a vida. Quer sorrir por dentro e ver tudo lindo. Quer se livrar dessa sensação de solidão e abandono. quer dar adeus à carência. quer ser feliz, muito feliz. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Pânico

Não posso, não quero mais. Estou cansada. De mente, de espírito e de corpo. Me sinto reduzida a um grãozinho de arroz. Não é a primeira vez que me sinto assim, cansada , destruída, e tudo isso mais uma vez por causa de uma prova. Detesto me sentir assim pela metade, sem poder estar forte e completa. Forte ao menos, eu acho que sou pois já aguentei até aqui e só falta um pouquinho. E ainda tem simulado essa semana , pra aumentar meu pânico. Eu não quero esse mundo de competição. Eu não quero essa carência enorme, essa solidão forçada, esse um mês sem sair de casa para se divertir. Sinto falta da minha vida. Eu a quero de volta. 

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Finito

Acabou. Desisto. Ele tem namorada.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Qual o caminho de casa?

O caminho de casa é o mais próximo da paz e da tranquilidade. O caminho de casa é aquele que procuro em todos os momentos de tristeza e angústia.  A casa é muito mais bonita porque eu a vejo com olhos de amor e de ternura. A casa pode ser qualquer lugar mas é especificamente aquele porque é o qual eu tenho como referência. Porque lá me lembra aconchego familiar, o abraço do papai, lá me lembra a infância sem preocupações, de brincadeira e imaginação, lá me lembra férias , a diversão intensa. Mas eu preciso ficar aqui só por mais 10 dias, e não é tão difícil assim. Eu consigo. Eu posso. Eu vou com serenidade fazendo da casa qualquer lugar.  

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Frase do dia

Frase do dia : Eu não tenho medo de me expressar

Descobri que a cada dia eu me sinto mais livre, sou mais sincera e transparente. É, eu sou isso, 
alguém que pensa e fala com uma inocência quase de criança . É tão bom poder
voltar a ser menina em vários aspectos. Não precisar ser mulher sempre.
Eu falo , e muito. Falo tudo o que penso , não guardo mais nada. É como se eu estivesse num balão
onde eu precisasse jogar fora os pesos, pra poder voar mais alto. Uso meu corpo para me expressar 
porque sou dona dele, o aceito como parte de mim, da minha consciência. Não tenho mais medo das
coisas, ando por aí de coração e mente aberta , armada apenas com um sorriso no rosto e protegida 
por um véu de tranquilidade. Ando sempre a flor da pele, pronta para captar a beleza do mundo. E amo.
Amo muito as pessoas, todas aquelas que me trazem coisas boas. sou que nem rosa aberta, aflorada, nua
exposta,e bela muito bela. E tudo isso porque me orgulho do que sou hoje.


Astrologia

Gêmeos - Libra - Aquário
 
Penso, Logo Existo. O ar é vento, voa pensamento. O ar é invisível e intocável assim como as idéias. É o mental, o raciocínio e as atividades intelectuais. O elemento Ar é comunicativo, o uso da lógica e da objetividade. Os signos de Ar podem passar uma impressão um pouco impessoal pois tendem a negar os sentimentos e sensações que não conseguem entender ou codificar. O ar é a ponderação e a reflexão. É a intuição e a abertura mental que promove a renovação. É a troca de informação, a inteligência, a agilidade e a atenção. 
 

Adoro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Poder

Poder de amar
POder de sofrer
POder de vencer
Poder de matar 
Poder de fazer apaixonar
Poder de fazer tudo o que eu quero
Poder de ser feliz



I still wanna be a superwoman

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Terror branco

Hoje meu querido professor disse : Faltam exatamente 60 dias para a prova.  
O que eu posso fazer em 60 dias? Me esforçar entre o mínimo necessário e o máximo que minha cabeça permitir. Me deixar descansar e não perder o ânimo. Não perder as esperanças, ficar tranquila. Sinto que é disso que as coisas dependem agora. De calma, tranquilidade e concentração. Eu posso? Não deveria me pôr em dúvida numa hora dessas. Talvez eu possa, espero que sim. Desejo muito que sim.




É, a partir de agora o vestibular vai aparecer muitas vezes nesse blog. Quem achar chato pode parar de ler, mas ele vai me acompanhar até fevereiro.



"Quando fevereiro chegar  Saudade já não mata a gente  A chama continua no ar O fogo vai deixar semente  A gente ri a gente chora  Ai ai ai a gente chora  Fazendo a noite parecer um dia  Depois faz acordar cantando  Pra fazer e acontecer  Verdades e mentiras Faz crer, faz desacreditar de tudo  E depois depois amor ô ô ôô  Ninguém ninguém verá o que eu sonhei Só você meu amor  Ninguém verá o sonho que eu sonhei  Um sorriso quando acordar  Pintado pelo sol nascente Na luz de cada olhar mais diferente  Tua chama me ilumina  Me faz virar um astro incandescente Teu amor faz cometer loucuras Faz mais, depois faz acordar chorando  Pra fazer e acontecer  Verdades e mentiras Faz crer, faz desacreditar de tudo  E depois depois do amor  Amor ô ô  Ninguém, Niguém, Niguem Verá o que eu sonhei Só você meu amor Ninguem verá o sonho que eu sonhei Um sorriso quando acordar Pintado pelo sol nascente Eu vou te procurar A luz de cada olhar mais diferente Tua chama me Ilumina Me faz virar um astro incandescente Teu amor faz cometer loucura Faz mais, depois faz acordar chorando  Pra fazer e acontecer  Verdades e mentiras Faz crer, faz desacreditar de tudo  E depois depois do amor  Amor Amor" 

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Música que não sai da cabeça

Desesperar também não vou

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Fim do dia

Bem, mais uma vez estou aqui tentando postar o que eu sempre quero dizer mas nunca consigo pôr para fora de forma clara. Estou a dois meses do vestibular, o único que vou fazer e não entendo o que isso significa. Vou prestar para jornalismo, mas será que eu presto para jornalista? Será que eu presto para alguma coisa? Às vezes essa coisa de juntar letrinhas e construir palavras e depois frases é tão difícil. Já não ambiciono as coisas mirabolantes de antes, a vida foi me impondo uma série de limitações e eu me adaptando a elas. Nunca fui de duvidar de mim, agora o faço freqüentemente. Além disso já não prometo mais nada a ninguém, nem a mim mesma, sei que provavelmente não vou cumprir o que digo. Há tanta coisa pela frente, tanto tempo , tanta vida e desconfio se vou  conseguir ser  durante esse tempo. Há tanto o que realizar e me surge a dúvida se terei competência para sê - lo. Bem, retomando o que dizia faltam dois meses para a prova em função da qual vivi todo esse ano e eu não tenho mais vontade de estudar. Chego a questionar se vale a pena tamanho sacrifício. Tudo isso para quê? Para eu me formar em algo que não sei se é minha vocação e se vai me trazer realização. Quando não se encontra mais motivos para acordar no outro dia, é difícil encontrar motivação para alguma coisa. Ando esgotada. De tudo. 



E um aviso aos que insistem em apostar e esperar algo de mim: vão perder dinheiro. Depois não digam que eu não avisei.



Demora tanto, demora tanto pra crescer Pra depois de uma hora pra outra morrer Tem que mamar, tem que comer e beber Deixar vir e ir sofrimento e prazer  Não há o que lamentar Quando chega o fim do dia  Um cara que anda tem que chegar em algum lugar Um cara que trabalha trabalha trabalha deve se cansar O cara estuda tanto e ainda tem tanto pra aprender Passa o tempo e fica mais fácil esquecer  Não há o que lamentar Quando chega o fim do dia  Não há o que lamentar quando chega o fim do dia  Se despede da sua dor Diz adeus à sua alegria  Não há o que lamentar Quando chega o fim do dia

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Teoria da relatividade

O ciclo de vida de algumas bactérias não chega a durar 6 horas.

domingo, 7 de setembro de 2008

O que todo mundo diz

Todos resolveram esa semana criticar as minhas concepções prontas sobre o amor. Elas são minhas e acredito no que me dizem. Eu acredito num sentimento maior, que faça você perder todo o seu lado mais racional e só fique o impulso, e que vc gire só de pensar nele, e que dê os sorrisos mais bonitos. É isso que procuro, e não vou desistir. Embora minha lindinhas me digam que procuro a perfeição, mas ela existe. Existe pq quando eu amar de verdade vou ficar cega para os defeitos. Acredito no que me dizem as minhas músicas


Eu sei que você é tudo aquilo que me faltava
Sou mais eu porque sou você
Antes de você chegar era tudo saudade
Se tiver hora marcada esquece e vem
Give a reason but don't give me choice
Without you, life has no meaning or sign
You are a dream come true
How wondwrful life is while you're in the world
Sou surdo e após sua voz ouvir
Say you love me every despert moment
I want to share all my love with you



But love, I believe in love

As coisas dos últimos meses

Apesar de às vezes me sentir cansada e estressada cada vez mais me torno alguém melhor. Melhor comigo mesma, mais bem - resolvida. Já fiz muita coisa que nunca tive coragem e todas elas só me fizeram um bem terrível. A felicidade tem seu preço. É bom se sentir livre e sua única preocupação ser quando você de novo vai catar goiabas no quintal de casa . É bom saber que tudo é amor, por mais que a gente tente dizer ao contrário. Já me preocupei demais com os outros, já me doei demais. Agora só me dôo na presença na ausência, não ( essa péssimo hábito capitalista de fazer hora extra) e isso me faz bem. As coisas dos últimos meses só me provaram isso: que ser feliz é muito mais ter paz do que qualquer outra coisa.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Auto - ajuda

"Passei do ponto de querer voltar... " - frase da canção "Bobagens, meu filho,bobagens"


- Já chega! Você não é mais uma criança assustada, você já é quase uma adulta.

Eu, definitivamente precisava de alguém me dissesse isso mas já que ninguém quis me fazer esse esplêndido favor, eu me faço. É preciso força e coragem para continuar e admitir que agora você tem objetivos, tem responsabilidades. Já estaá na hora de agir como tal, e deixar de fugir por causa do medo. Enfrente os seus problemas de cara limpa e peito aberto.

Mais uma história de conto de fadas

É justamente nesse dia em que descubro que o homem da minha vida ( o atual, é claro) não combina comigo , que percebo 0 quanto as coisas são estranhas. O ano todo fantasiando com ele, com toda aquela retórica extremamente sexy que ele tem e com todas aquelas intervenções incríveis dele na sala de aula, aquele jeito de intelectual que me deixa maluca de quem tem vocação para militante de esquerda, para depois não termos assunto. Desde aquele dia em que pegamos o mesmo ônibus e eu achei que ele tava me dando mole foi uma novela até eu conseguir falar com ele. Eu percebia os sorrisos dele encantadores para mim e ficava super sem jeito. Quando eu consegui falar com ele vi que ele é um menino de interior, o que justifica aquele jeito educado e delicado dele de quem chora com novela das seis. No fundo era tudo o que eu queria, mas para mim faltou química. Acho que é essa coisa de intensidade que aprendi com o passar da vida. Ele é um príncipe e sim, senti vontade de beijá - lo hoje. E eu sou uma sapa que acha que já passou da época do conto de fadas.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Dias mais que comum

Preguiça. Preguiça. Muita preguiça. Não tenho vontade de fazer nada, mais um dos meus períodos cíclicos de ócio, mais um dia conversando com todo mundo, mais alguém com quem vc acha que está sacaneando, mais alguém que acredita demais em você. Sim, eu tenho medo de coisas capengas.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Espera

Quem espera sempre alcança. Quem espera fica olhando o trem chegar e só vê a vida passar. Tá certo, existem um milhão de clichês sobre a espera e trocadilhos possíveis. Tema mais batido , não? Concordo, mas é também bastante recorrente e me conformo em não ser a única a escrever sobre ele e nem ser a melhor a fazê - lo.
Esperando algo que não sei se vai chegar, se vai ser bom para mim. Só esperando para não perder o hábito. Poderia estar fazendo outras coisas e não perdendo tanto tempo mas insisto em esperar. E me sentir de novo inerte, por causa disso, como se não houvesse mais nada pela frente. E no fim saber q toda a espera foi inútil

Tempo

Quando estou em casa , não preciso de relógio. Aqui sou dona do tempo

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Os últimos dias

Pelos sorrisos mais bonitos
Pelas emoções mais profunda
Por tudo que você representa p mim
Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Buscas

Eu achava que estava tudo errado mas estava tudo certo. Depois de passado o momento tempestuoso percebi o que estava procurando eu já tinha. Meu eu sempre esteve aqui, certo, e eu achava que ele estava errado, impróprio, fora de sintonia. Quando penso em tudo que vivi nesses últimos oito meses sei que foi uma dose grande de vida, diria até cavalar. Mas de certa forma eu precisava disso para valorizar o que eu era.


" Agora vou mudar minha conduta, eu vou pra luta, pois eu quero me aprumar."

domingo, 10 de agosto de 2008

De ontem

Socorro, arrancaram - me as vestes. Estou nua



Era um dia feliz , um dia de sorte daqueles que são difíceis de acontecer. Retornava feliz à casa querida para me aconchegar nas velhas lembranças, quando de repente a cidade cercou - me porque eu estava nua.
Onde será que ficaram as minhas roupas? Sinceramente até hoje tento encontrá - las. Lembro- me que num instante de fraqueza, levada por sensações desconhecidas deixei que as tirassem. Será que fui eu as deixei tirar ou fui eu que pedi para que as tirassem?
Fiquei cercada pela multidão que olhava indiscriminadamente as minhas vergonhas e ria. Comentava e ria . Ria. Ria de modo escandaloso, gargalhava. E eu fiquei procurando um lugar para me esconder até conseguir me cobrir de novo.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Semaninha difícil

Raiva
Stress
Clichês
Abandono
Dor de dente

É foi uma semana de cão ao quadrado!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Eu

Caroline
Carolinemente
Carolinizar
Carol - tradução do inglês - hino, cântico

CAROLINE
Significado: Forma feminina de Carolino. (teutônico) Fazendeiro


Descobrir o modo Caroline de fazer as coisas
Viver a essência Caroline
Ser cada dia mais Caroline
Carolinizar o mundo
Ser o cântico mais Carolinamente perfeito

sábado, 2 de agosto de 2008

Dediquem - me

Num corpo só
Todas elas juntas num só ser
Quase que dezoito
Com você meu mundo ficaria completo
As coisas mais lindas
Sou você
Minha herança : uma flor
My song
A praça
All I ask of you
You make me feel brand new
The way you look tonight



É, assumo que sou uma pessoa carente.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Achismos

Todo mundo diz eu acho, mas eu deveria dizer eu perco. Primeiro porque nem sempre estou à procura de alguma coisa para encontrá - la. Eu perco mais do que acho porque sou muito distraída , viajo em meus pensamentos e simplesmente quando volto não sei mais onde estou. Eu deveria dizer eu acho coisas boas e eu perco coisas ruins, eu acho. Por que as pessoas têm que achar alguma coisa? Para que essa necessidade? Achar pode ser pensar ou encontrar, mas no final ninguém encontra o que se pensa. Eu acho que eu não tenho (o) que achar. Eu acho.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

A borboleta

Ontem estava quietinha num canto e vi uma borboleta! Era a borboleta mais linda que já vi : grande, colorida e imponente. Já foi surpreendente o fato de achar uma borboleta ( ainda mais linda desse jeito) nessa cidade toda feita de pedra e asfalto, cheia de carros e com pouquíssimas árvores imagina se eu desconfiasse aonde ela foi se esconder. A borboleta maravilhosa entrou numa lata de lixo e de lá não saiu (ao menos até a hora de eu ir embora) . Fiquei extremamente intrigada com isso: o que faria uma criatura tão linda e delicada dentro do lixo, junto com o que as pessoas jogam fora? As pessoas só jogam fora tudo aquilo que não presta mais, que é podre, que não serve. Acho que a beleza e a delicadeza sempre são úteis pra dar novas cores à vida. ESsa semana mesmo recebi abraços inesperados que aqueceram meu coração. Há sempre motivos para sorrir, mesmo que eles não estejam aparentes. Na dúvida sorria, isso vai melhorar seu dia. Agora temino com um apelo e uma conclusão : por favor não joguem fora as borboletas. E a conclusão: a borboleta estava ali porque ela achou que num poço de sujeira ela poderia trazer brilho e amor , ou então onde todos viam coisas inúteis ela viu poesia.




Ah e tudo isso me lembrou um poema de Castro Alves chamado O Pássaro e a Flor
O tema é um pouco diferente mas não importa, a poesia vale a pena


Fábula - O pássaro e a flor
Era num dia sombrioQuando um pássaro erradioVeio parar num jardim.Aí fitando uma rosa,Sua voz triste e saudosa,Pôs-se a improvisar assim."ó Rosa, ó Rosa bonita! Ó Sultana favoritaDeste serralho de azul:Flor que vives num palácio, Como as princesas de Lácio, Como as filhas de 'Stambul.Corno és feliz! Quanto eu deraPela eterna primaveraQue o teu castelo contém...Sob o cristal abrigada,Tu nem sentes a geadaQue passa raivosa além.Junto às estátuas de pedraTua vida cresce, medra,Ao fumo dos narguillés,No largo vaso da ChinaDa porcelana mais finaQue vem do Império Chinês.O Inverno ladra na rua,Enquanto adormeces nuaNa estufa até de manhã.Por escrava - tens a aragemO sol - é teu louro pajem.Tu és dele - a castelã.Enquanto que eu desgraçado,Pelas chuvas ensopado,Levo o tempo a viajar,- Boêmio da média idade,Vou do castelo à cidade,Vou do mosteiro ao solar!Meu capote roto e pobreMal os meus ombros encobreQuanto à gorra... tu bem vês! ...Ai! meu Deus! se Rosa foraComo eu zombaria agoraDos louros dos menestréis!. . .
Então por entre a folhagemAo passarinho selvagemA rosa assim respondeu:"Cala-te, bardo dos bosques!Ai! não troques os quiosquesPela cúpula do céu.Tu não sabes que delírios Sofrem as rosas e os lírios Nesta dourada prisão.Sem falar com as violetas.Sem beijar as borboletas,Sem as auras do sertão.Molha-te a fria geada...Que importa? A loura alvoradaVirá beijar-te amanhã.Poeta, romperás logo,A cada beijo de fogo,Na cantilena louçã.Mas eu?! Nas salas brilhantesEntre as tranças deslumbrantesA virgem me enlaçaráDepois cadáver de rosaA valsa vertiginosaPor sobre mim rolará.Vai, Poeta... Rompe os aresCruza a serra, o vale, os maresDeus ao chão não te amarrou!Eu calo-me - tu descansas,Eu rojo - tu te levantas,Tu és livre - escrava eu sou! ...

domingo, 20 de julho de 2008

Raiva

Ô sentimento ruim esse! Corrói td por dentro, é que nem acido sulfúrico!
Raiva sai desse corpo q naum te pertence!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Amor, meu grande amor

Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada
Assim como as canções, como as paixões e as palavras
Me veja nos seus olhos na minha cara lavada
Me venha sem saber se sou fogo ou se sou água
Amor, meu grande amor, me chegue assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome, sem sentir o que não sente
Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo
Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça
E quando me quiser que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver que eu seja o último e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor, me reconheça
Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo
Amor, meu grande amor, que eu seja o último e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor, por favor me reconheça
Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo


Tem certas horas que vc chega a uma conclusão indesejada e eu cheguei. Preciso ser amada e amar também. Mas não amor de todo dia, eu já amo as pessoas, as coisas , a vida , etc... Desejo amar um alguém especial para amar mas intensamente do que tudo, para sentir meu peito bater mais forte e ficar idiota de tão encantada. Eu quero sentir a felicidade maior, a de amar e ser amada. Parece que começo a ficar pronta para isso, estou menos centrada em mim. Estou pronta pra me doar. Ai, ai estou tão boba! Já falei que amo estar assim?
E para compensar minha lerdeza: E quando me encontrar, meu grande amor, por favor,me reconheça

domingo, 13 de julho de 2008

Só as canecas de café explicam

Há coisas que são mágicas e só as canecas de café explicam. Há pessoas que entram na nossa vida de repente, sem querer, sem pedir, sem esperar e vão ficando, ficando até que quando menos se espera já são um pedaço da gente. São pessoas tão especias que não importam o que os outros digam, o que se sente é muito maior. Maior que tudo, que o pôr do sol no alto de uma ladeira, que o concurso garotas da lage e tão profundo quanto uma xícara de café. Ah, o café! Bebida sagrada que une as pessoas que tomam ele juntas, especialmente se for às seis da tarde brigando p ligar ou desligar a tv. Enfim só isso a dizer , há muito mais a sentir. Os passos que damos muitas vezes sem perceber formam caminhos eternos, onde somos guiados pelo amor...
Que muito mais coisas boas apareçam e que guardemos para sempre as boas recordações.

A caixinha

Eu moro numa caixinha de fósforo, empilhada entre tantas outras caixinhas. Mas eu não sou um palito. O que tem de errado nessa história?

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A história da dor

Lembro - me de um dia em que passava conversando com uma amiga ( à época) e estávamos falando sobre Deus e a religião. Aí eu solto algo mais ou menos assim: "A gente tem o mau costume de não agradecer a Deus pelas coisas. E quando agradecemos é só pela alegria e nunca pela dor. A gente devia agradecer pela dor, pois é através do sofrimento que a gente cresce." Quem me conhece hoje em dia jamais acreditaria que eu já fui capaz de dizer um absurdo desses. Quando eu digo que só o ateísmo salva( pelo menos o meu que é peculiar- aliás isso é outra história) ... Talvez eu não tivesse ainda sofrido de verdade, ou tivesse e não dimensionasse a merda que é o sofrimento. Ele atrasa a nossa vida e não deixa que a gente descubra o sabor de sentir profundo. Ainda bem que eu mudei e hoje sou uma outra pessoa. É estranho dizer isso mas sou outra pessoa, muito diferente. Às vezes acho que eu era louca, louca mesmo. E era uma loucura não saudável como a atual. Loucura ( a atual) que descobri também em Glauber Rocha. Depois que assisti Terra em transe não me sinto mais só no mundo (tá, isso foi dramático demais) . Mas descobri alguém tão louco, confuso e poético como eu. Adoro a falta de ordem das coisas( mentira, nem tanto) . Loucura mesmo é essa vida que de repente faz você fechar os olhos e ver tudo diferente.

Ah e algo que está faltando: Por que alguém que vive no melhor lugar , a fronteira entre a loucura e a consciência, cometeria o absurdo de desejar crescer? Crescer é adquirir responsabilidade e bom é viver pelo impulso das emoções. Se esse não fosse um processo irreversível... ( droga de coisa que inventou as regras do mundo)
E sim, Luanda. Eu também tenho síndrome de Peter Pan , vc estava certa.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

De volta

Ah, férias! Férias tão intensas que chega doeram, cansaram. Férias para sentir um pouco do gosto da vida e voltar recarregada para uma realidade quase surreal. Férias para viver mesmo ....
Eu quero mais...............

sábado, 28 de junho de 2008

Com licença

Com licença, por favor. Agora sou eu que peço a palavra. Prometo não incomodar, são só alguns instantes.
Acho que já posso tomar minhas próprias decisões, embora ache que eu não seja uma pessoa sábia. Caso tenham esquecido essa é a minha vida e faço dela o que bem entendo. Eu tenho vivido momentos intensos e pago ainda o preço deles. Não me arrependo do que fiz, então parem de me recriminar. Já joguei fora o meu maldito bom senso e não peço para que me dêem outro. Aos que me perdoam por nada e por tudo têm a minha estima aumentada e ao resto, sinto muito.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Feliz aniversário Clarisse

É Clarisse você está ficando velha. Pateticamente velha. E o que está errado? Muita coisa. Falta amor, falta auto - estima. Falta você morrer Clarisse, pra eu poder viver sozinha. Você não acha que já passou da hora de abandonar este corpo? Mas você insiste em ficar grudada ali, como um karma. Hoje você me fez uma visita e eu não queria, você sabe ser desagradável. Bem mas mesmo assim amanhã estaremos juntas fazendo aniversário. Te desejo felicidade Clarisse, desde que para isso não precise de mim.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O que Clarisse quer

Clarisse não quer escrever

Clarisse não quer ser clarisse

Clarisse quer um amor

Clarisse quer felicidade

Clarisse quer abraços apertados

Clarisse quer sentir que valeu a pena
Não Vou Lutar
Titãs
Composição: Paulo Miklos e Sérgio Britto
Não vou lutar contra o que eu sintoVou me entregar como um soldado cansado e famintoNão vou lutar contra o que eu sintoPorque a verdade explode cada vez que eu mintoNão posso mais viver em conflitoNão vou negar o que é tão claroVou me entregar em tudo que eu faço, em tudo que eu faloNão vou negar o que é tão claroPorque a verdade explode mesmo quando me caloNão posso mais viver sem estar ao seu ladoNão vou lutar contra o que eu sintoNão vou lutar contra o que eu sinto...Porque a verdade explode cada vez que eu minto,não posso mais viver em conflitoNão vou lutar contra o que eu sinto {Não vou lutar}Não vou lutar contra o que eu sinto {Não vou lutar}Não vou lutar contra o que eu sinto {Não vou lutar}

domingo, 1 de junho de 2008

Só para não perder o hábito

Eu me perco por lugares conhecidos
Desconheço e reconheço a todo instante
Eu vejo muitos amores e nenhum amante

Não pretendo que me reconheça
Só quero me descubra renascida
Para lembrar de mim após mais uma despedida

Eu espero não ter que esperar
Não ter que me arrepender depois
Só desejo o simples a - mar

Só para não perder o hábito
Sonhei
Acordei
Fugi
Pensei em ti

terça-feira, 20 de maio de 2008

Ansiosa para voltar pra casa. Ansiosa pra te encontrar em qualquer esquina perdida da cidade. Ansiosa para saber se estou louca mesmo, para correr e gritar pelas ruas que sou feliz. Ansiosa pra ver que lá tudo é realidade. Ansiosa pra descobrir o que se esconde detro de mim. Não consigo dar nem um sorriso sereno, enquanto não estiver lá.


Há um vilarejo ali
Onde Areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa (3x)
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Uma musiquinha

Uma musiquinha brega que eu estava cantando hoje sem propósito e minha nova amiguinha Gabi disse que conhecia também e que gostava. Eu me indentifico um pouquinho com ela como se fosse um desejo secreto. Por todas as coisas boas que já aconteceram comigo e que ainda vão acontecer

Eu vou tirar você desse lugar

Olha,
Da primeira vez que estive aqui
Foi pra eu me distrair
Eu vim em busca de amor
Olha,
foi então que te conheci
Naquela noite fria
Nos seus braços os problemas esqueci
Olha,
na segunda vez que estive aqui
Já não foi pra me distrair
Eu senti saudade de você
Olha, (uuuh)
eu precisei dos seus carinhos
Eu me sentia tão sozinho
E já não podia mais te esquecer
{Eu vou tirar você desse lugar
Eu vou levar você pra ficar comigo
E não me interessa o que os outros vão pensar
} (bis)
Eu sei
Que você tem medo de não dar certo
Acha que o passado vai tá sempre perto
E que um dia eu vou me arrepender
E eu quero que você não pense em nada triste
E porque quando o amor existe
O que não existe é tempo pra sofrer
{Eu vou tirar você desse lugar
Eu vou levar você pra ficar comigo
E não me interessa o que os outros vão pensar}
(bis
)

SOBRE O EXÍLIO

Engraçado quando você está em um lugar e a sua cabeça jura que está em outro. Ao cair na realidade fica só a saudade, as boas lembranças e uma vontade enorme de fugir. Inutilmente tenta se agarrar a cada sensação gostosa que ainda marca o seu eu e por um momento acha que vai voltar para lá e ser feliz para sempre. Era só uma ilusão. Você não vai retornar nem tão cedo e nem para sempre. Lá as árvores não são tão verdes nem seus sorrisos mais iluminados, é o carinho que deixa essa impressão. É o pedaço do coração que você deixou lá para que sinta o desejo de voltar. É a nostalgia e a ternura que cada rua representam. É o buraco que ficou dentro da sua alma.

sábado, 26 de abril de 2008

Um dia feliz

Eu havia planejado um fim de semana estúpido. Ficar em casa curtindo minha depressão, mas o dia me ofereceu um dia bom e eu escolhi aceitar. Sinal que eu já escolhi um novo caminho, de ver a beleza da vida, de curtir os amigos, de abrir meu coração para o amor. Sinal de que eu cresci e aos poucos vou deixando de ser aquela garotinha boba. Será que a felicidade é realmente possível? Deixo de enxergá - la como um sonho distante e sim como algo palpável, ela não é só uma explosão é também pequena e delicada como uma borboleta. Que bom que eu poso ver tudo isso, por um instante pensei que estava condenada à infelicidade. Mas porque diabos eu sou tão categórica? É burrice ser assim. Oh, como é estúpido ser humano! Pelo menos admito q sou humana. Já é um bom passo. Bem esse não era o objetivo inicial da postagem , mas como o blog é meu faço o que eu quero. Fujo do assunto como sempre faço. E aí vai a frase do dia:
" Eu só me acerto por linhas tortas"

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Dias de Clarisse

Odeio estar Clarisse. Me faz sentir tão fraca, tão tola e infantil. Quando acho que já passei dessa fase ela volta. " Viver em dor, o que ninguém entende Tentar ser forte a todo e cada amanhecer" Sinto que isso é bobagem, que a vida é maravilhosa e que só estou fazendo drama num dia de mau humor e cansaço. O mundo não acaba hoje nem que eu quisesse muito, mas por que sinto tanta pena de mim mesma? Eu devia acabar com esse blog, pois nunca tenho muito a dizer, mas por preguiça ou falta de coragem , insisto. Assumo que sou teimosa e pseudo - depressiva. Esse blog era para ser uma expressão poética e surreal mas é panfletária e baratamente melodramática. Mas que belo fracasso! Desisto por hoje. Só por hoje.
E para aproveitar o restinho lá vai mais um pedaço; " Eu sou um pássaro, me trancam na gaiola e esperam que eu cante como antes"
E outro: " E a dor é menor do que parece Quando ela se corta ela se esquece que é impossível ter da vida calma e força"

terça-feira, 22 de abril de 2008

Direto do inferno

O Diabo mora dentro de mim e me possui sempre que pode. Eu sou uma parte dele e ele me agradece por isso. Eu não tenho medo do inferno, eu quero estar nele. Eu quero arder em chamas, crepitar, rir desesperadamente. Eu não acredito em Deus. Eu não acredito nesse Deus tão injusto que deixa as pessoas passarem fome. Eu não acredito nesse Deus tão soberbo que não admite os próprios erros. Eu não acredito nesse Deus tão vaidoso que precisa que os outros se ajoelhem diante dele. Eu não acredito em pecados, porque eu sou um pecado. Porque eu erro todos os dias e na maioria das vezes não consigo me arrepender dos meus erros. Porque eu aceito o meu orgulho e a minha ambição como coisas completamente saudáveis. Eu não aceito mais a submissão, a renúncia dos prazeres. Gozem, gozem! Gozem porque a vida é curta. Porque amanhã você pode aparecer morto em qualquer esquina da cidade e alguém virá para lucrar com o seu desterro. Gozem porque a mentira e a hipocrisia estão à solta por aí. Vivam porque viver é uma forma de resistência. Sonhem porque o sonho não é divino, é absurdamente humano. Como ousam atribuir essa maravilha a Ele, o opressor? Se atrevam a cuspir na cara dos poderosos e a ajudar aqueles que sofrem. Descubram que o maniqueísmo é apenas o açoite nas costas do escravo. SE SINTAM. Trilhem seus próprios caminhos. Amem

Da arte da desobediência

O que alguém ganha sendo correta e obediente a vida toda? Nada. Foi isso que ganhei. Fui submissa, me anulei, tudo para corresponder a expectativas, para não decepcionar os outros. Só fiz perder tempo, deixei uma lacuna na minha vida. Só me resta essa imensa vontade de mandar todos tomarem no cú e jogar tudo para o alto! Chega de regras, de não pode fazer isso, é feio fazer aquilo. Chega de me limitar! Chega de tudo que ne impede de ser feliz, Viva a rebeldia, viva a revolução , viva os instintos mais selvagens!



Sorria

Não coma de boca aberta,
não fale de boca cheia;
não beba de barriga vazia
não fale da vida alheia,
não julgue sem ter certeza e
não apoie os cotovelos sobre a mesa
não pare no acostamento,
não passe pela direita,
não passe embaixo de escada que dá azar
não cuspa no chão da rua,
não cuspa pro alto,
não deixe de dar descarga depois de usar
não use o nome de Deus em vão
não use o nome de Deus em vão,irmão
não use o nome de Deus em vão
não use remédios sem orientação
SORRIA! Você tá sendo filmado
SORRIA! Você tá sendo observado
SORRIA! Você tá sendo controlado
'cê tá sendo filmado! 'cê tá sendo filmado!
Não coma de boca aberta, não fale de boca cheia,
não toque nos produtos se não for comprar
não pise na grama, não faça xixi na cama;
não ame quem não te ama [não ame quem não te ama!]
não chame os elevadores em caso de incêndio
não entre no elevador sem antes verificar
se o mesmo encontra-se neste andar
não chupe balas oferecidas por estranhos
não recuse um convite sem dizer obrigado
não diga palavras chulas na frente dos seus avós
não fale com o motorista; apenas o necessário
não se deixe levar pelos instintos carnais
não desobedeça seus pais
não dê esmola aos mendigos,
não dê comida aos animais
não dê comida aos animais,
não dê esmola aos mendigos
não coma de boca aberta,
não fale de boca cheia,
não dê na primeira noite,
não coma a mulher do amigo.
Refrão
Não use o nome de Deus em vão
não use o nome de Deus em vão, irmão
não use o nome de Deus em vão
não use remédios sem orientação
Não se deixe levar!
não se deixe levar!
não se deixe levar!
não se deixe levar! (2x)
Coma de boca aberta, coma de boca fechada
coma nos elevadores
em caso de incêndio coma nas escadas
coma no chão da rua, coma na grama, coma na cama
ame quem não te ama,
não recuse balas oferecidas por estranhos
não dê esmola aos mendigos sem dizer obrigado
não chupe os animais,
não desobedeça aos seus instintos carnais
não dê na primeira noite na frente dos seus avós
não use o nome de Deus se não for comprar
não coma a mulher do amigo sem antes verificar
se o mesmo encontra-se neste andar.


(Gabriel o pensador)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Aproveitando a viagem

Já que eu estou aqui, lembrei - me desse texto de Vinícius de Moraes


Mensagem à poesia
Mensagem à poesia
Não possoNão é possívelDigam-lhe que é totalmente impossívelAgora não pode serÉ impossívelNão posso.Digam-lhe que estou tristíssimo, mas não posso ir esta noite ao seu encontro.Contem-lhe que há milhões de corpos a enterrarMuitas cidades a reerguer, muita pobreza pelo mundo.Contem-lhe que há uma criança chorando em alguma parte do mundoE as mulheres estão ficando loucas, e há legiões delas carpindoA saudade de seus homens; contem-lhe que há um vácuoNos olhos dos párias, e sua magreza é extrema; contem-lheQue a vergonha, a desonra, o suicídio rondam os lares, e é preciso reconquistar a vidaFaçam-lhe ver que é preciso eu estar alerta, voltado para todos os caminhosPronto a socorrer, a amar, a mentir, a morrer se for preciso.Ponderem-lhe, com cuidado – não a magoem... – que se não vouNão é porque não queira: ela sabe; é porque há um herói num cárcereHá um lavrador que foi agredido, há um poça de sangue numa praça.Contem-lhe, bem em segredo, que eu devo estar prestes, que meusOmbros não se devem curvar, que meus olhos não se devemDeixar intimidar, que eu levo nas costas a desgraça dos homensE não é o momento de parar agora; digam-lhe, no entantoQue sofro muito, mas não posso mostrar meu sofrimentoAos homens perplexos; digam-lhe que me foi dadaA terrível participação, e que possivelmenteDeverei enganar, fingir, falar com palavras alheiasPorque sei que há, longínqua, a claridade de uma aurora.Se ela não compreender, oh procurem convencê-laDesse invencível dever que é o meu; mas digam-lheQue, no fundo, tudo o que estou dando é dela, e que meDói ter de despojá-la assim, neste poema; que por outro ladoNão devo usá-la em seu mistério: a hora é de esclarecimentoNem debruçar-me sobre mim quando a meu ladoHá fome e mentira; e um pranto de criança sozinha numa estradaJunto a um cadáver de mãe: digam-lhe que háUm náufrago no meio do oceano, um tirano no poder, um homemArrependido; digam-lhe que há uma casa vaziaCom um relógio batendo horas; digam-lhe que há um grandeAumento de abismos na terra, há súplicas, há vociferaçõesHá fantasmas que me visitam de noiteE que me cumpre receber, contem a ela da minha certezaNo amanhãQue sinto um sorriso no rosto invisível da noiteVivo em tensão ante a expectativa do milagre; por issoPeçam-lhe que tenha paciência, que não me chame agoraCom a sua voz de sombra; que não me faça sentir covardeDe ter de abandoná-la neste instante, em sua imensurávelSolidão, peçam-lhe, oh peçam-lhe que se calePor um momento, que não me chamePorque não posso irNão posso irNão posso.Mas não a traí. Em meu coraçãoVive a sua imagem pertencida, e nada direi que possaEnvergonhá-la. A minha ausência.É também um sortilégioDo seu amor por mim. Vivo do desejo de revê-IaNum mundo em paz. Minha paixão de homemResta comigo; minha solidão resta comigo; minhaLoucura resta comigo. Talvez eu devaMorrer sem vê-Ia mais, sem sentir maisO gosto de suas lágrimas, olhá-la correrLivre e nua nas praias e nos céusE nas ruas da minha insônia. Digam-lhe que é esseO meu martírio; que às vezesPesa-me sobre a cabeça o tampo da eternidade e as poderosasForças da tragédia abastecem-se sobre mim, e me impelem para a trevaMas que eu devo resistir, que é preciso...Mas que a amo com toda a pureza da minha passada adolescênciaCom toda a violência das antigas horas de contemplação extáticaNum amor cheio de renúncia. Oh, peçam a elaQue me perdoe, ao seu triste e inconstante amigoA quem foi dado se perder de amor pelo seu semelhanteA quem foi dado se perder de amor por uma pequena casaPor um jardim de frente, por uma menininha de vermelhoA quem foi dado se perder de amor pelo direitoDe todos terem um pequena casa, um jardim de frenteE uma menininha de vermelho; e se perdendoSer-lhe doce perder-se...Por isso convençam a ela, expliquem-lhe que é terrívelPeçam-lhe de joelhos que não me esqueça, que me ameQue me espere, porque sou seu, apenas seu; mas que agoraÉ mais forte do que eu, não posso irNão é possívelMe é totalmente impossívelNão pode ser nãoÉ impossívelNão posso.

Uma coisa que todos deveriam saber

Vou postar aqui um texto do meu grande ídolo Glauber Rocha. Ele diz algumas coisas das quais no fundo temos consciência mas preferimos esquecer.´
Por todas as influências que recebi essa semana

Eztetyca da fome
Dispensando a introdução informativa que se transformou na característica geral das discussões sobre América Latina, prefiro situar as reações entre nossa cultura e a cultura civilizada em termos menos reduzidos do que aqueles que, também, caracterizam a análise do observador europeu. Assim, enquanto a América Latina lamenta suas misérias gerais, o interlocutor estrangeiro cultiva o sabor dessa miséria, não como sintoma trágico, mas apenas como dado formal em seu campo de interesse. Nem o latino comunica sua verdadeira miséria ao homem civilizado nem o homem civilizado compreende verdadeiramente a miséria do latino.Eis – fundamentalmente – a situação das Artes no Brasil diante do mundo: até hoje, somente mentiras elaboradas da verdade (os exotismos formais que vulgarizam problemas sociais) conseguiram se comunicar em termos quantitativos, provocando uma série de equívocos que não terminam nos limites da Arte mas contaminam o terreno geral do político. Para o observador europeu, os processos de criação artística do mundo subsesenvolvido só o interessam na medida que satisfazem sua nostalgia do primitivismo, e este primitivismo se apresenta híbrido, disfarçado sob tardias heranças do mundo civilizado, mal compreendidas porque impostas pelo condicinamento colonialista.A América Latina permanece colônia e o que diferencia o colonialismo de ontem do atual é apenas a forma mais aprimorada do colonizador: e além dos colonizadores de fato, as formas sutis daqueles que também sobre nós armam futuros botes. O problema internacional da AL é ainda um caso de mudança de colonizadores, sendo que uma libertação possível estará ainda por muito tempo em função de uma nova dependência.Este condicionamento econômico e político nos levou ao raquitismo filosófico e à impotência, que, às vezes inconsciente, às vezes não, geram no primeiro caso, a esterilidade e no segundo a histeria.A esterilidade: aquelas obras encontradas fartamente em nossas artes, onde o autor se castra em exercícios formais que, todavia, não atingem a plena possessão de suas formas. O sonho frustrado da universalização: artistas que não despertaram do ideal estético adolescente. Assim, vemos centenas de quadros nas galerias, empoeirados e esquecidos; livros de contos e poemas; peças teatrais, filmes (que, sobretudo em São Paulo, provocaram inclusive falências)... O mundo oficial encarregado das artes gerou exposições carnavalescas em vários festivais e bienais, conferências fabricadas, fórmulas fáceis de sucesso, coquetéis em várias partes do mundo, além de alguns monstros oficiais da cultura, acadêmicos de Letras e Artes, júris de pintura e marchas culturais pelo país afora. Monstruosidades universitárias: as famosas revistas literárias, os concursos, os títulos.A histeria: um capítulo mais complexo. A indignação social provoca discursos flamejantes. O primeiro sintoma é o anarquismo que marca a poesia jovem até hoje (e a pintura). O segundo é uma redução política da arte que faz má política por excesso de sectarismo. O terceiro, e mais eficaz, é a procura de uma sistematização para a arte popular. Mas o engano de tudo isso é que nosso possível equilíbrio não resulta de um corpo orgânico, mas de um titânico e autodevastador esforço de superar a impotência: e no resultado desta operação a fórceps, nós nos vemos frustrados, apenas nos limites inferiores do colonizador: e se ele nos compreende, então, não é pela lucidez de nosso diálogo mas pelo humanitarismo que nossa informação lhe inspira. Mais uma vez o paternalismo é o método de compreensão para uma linguagem de lágrimas ou de sofrimento.A fome latina, por isto, não é somente um sintoma alarmante: é o nervo de sua própria sociedade. Aí reside a trágica originalidade do Cinema Novo diante do cinema mundial: nossa originalidade é a nossa fome e nossa maior miséria é que esta fome, sendo sentida, não é compreendida.De Aruanda a Vidas Secas , o Cinema Novo narrou, descreveu, poetizou, discursou, analisou, excitou os temas da fome: personagens comendo terra, personagens comendo raízes, personagens roubando para comer, personagens matando para comer, personagens fugindo para comer, personagens sujas, feias, descarnadas, morando em casas sujas, feias, escuras: foi esta galeria de famintos que identificou o Cinema Novo com o miserabilismo tão condenado pelo Governo, pela crítica a serviço dos interesses antinacionais pelos produtores e pelo público – este último não suportando as imagens da própria miséria. Este miserabilismo do Cinema Novo opõe-se à tendência do digestivo, preconizada pelo crítico-mor da Guanabara, Carlos Lacerda: filmes de gente rica, em casas bonitas, andando em carros de luxo: filmes alegres, cômicos, rápidos, sem mensagens, de objetivos puramente industriais. Estes são os filmes que se opõem à fome, como se, na estufa e nos apartamentos de luxo, os cineastas pudessem esconder a miséria moral de uma burguesia indefinida e frágil ou se mesmo os próprios materiais técnicos e cenográficos pudessem esconder a fome que está enraizada na própria incivilização. Como se, sobretudo, neste aparato de paisagens tropicais, pudesse ser disfarçada a indigência mental dos cineastas que fazem este tipo de filme. O que fez do Cinema Novo um fenômeno de importância internacional foi justamente seu alto nível de compromisso com a verdade; foi seu próprio miserabilismo, que, antes escrito pela literatura de 30, foi agora fotografado pelo cinema de 60; e, se antes era escrito como denúncia social, hoje passou a ser discutido como problema político. Os próprios estágios do miserabilismo em nosso cinema são internamente evolutivos. Assim, como observa Gustavo Dahl, vai desde o fenomenológico (Porta das Caixas), ao social (Vidas Secas), ao político (Deus e o Diabo), ao poético (Ganga Zumba), ao demagógico (Cinco vezes Favela), ao experimental (Sol Sobre a Lama), ao documental (Garrincha, Alegria do Povo), à comédia (Os Mendigos), experiências em vários sentidos, frustradas umas, realizadas outras, mas todas compondo, no final de três anos, um quadro histórico que, não por acaso, vai caracterizar o período Jânio-Jango: o período das grandes crises de consciência e de rebeldia, de agitação e revolução que culminou no Golpe de Abril. E foi a partir de Abril que a tese do cinema digestivo ganhou peso no Brasil, ameaçando, sistematicamente, o Cinema Novo.Nós compreendemos esta fome que o europeu e o brasileiro na maioria não entende. Para o europeu é um estranho surrealismo tropical. Para o brasileiro é uma vergonha nacional. Ele não come, mas tem vergonha de dizer isto; e, sobretudo, não sabe de onde vem esta fome. Sabemos nós – que fizemos estes filmes feios e tristes, estes filmes gritados e desesperados onde nem sempre a razão falou mais alto – que a fome não será curada pelos planejamentos de gabinete e que os remendos do tecnicolor não escondem mas agravam seus tumores. Assim, somente uma cultura da fome, minando suas próprias estruturas, pode superar-se qualitativamente: a mais nobre manifestação cultural da fome é a violência. A mendicância, tradição que se implantou com a redentora piedade colonialista, tem sido uma das causadoras de mistificação política e de ufanista mentira cultural: os relatórios oficiais da fome pedem dinheiro aos países colonialistas com o fito de construir escolas sem criar professores, de construir casas sem dar trabalho, de ensinar ofício sem ensinar o analfabeto. A diplomacia pede, os economistas pedem, a política pede: o Cinema Novo, no campo internacional, nada pediu: impôs-se a violência de suas imagens e sons em vinte e dois festivais internacionais.Pelo Cinema Novo: o comportamento exato de um faminto é a violência, e a violência de um faminto não é primitivismo. Fabiano é primitivo? Antão é primitivo? Corisco é primitivo? A mulher de Porto das Caixas é primitiva?Do Cinema Novo: uma estética da violência antes de ser primitiva e revolucionária, eis aí o ponto inicial para que o colonizador compreenda a existência do colonizado: somente conscientizando sua possibilidade única, a violência, o colonizador pode compreender, pelo horror, a força da cultura que ele explora. Enquanto não ergue as armas o colonizado é um escravo: foi preciso um primeiro policial morto para o francês perceber um argelino.De uma moral: essa violência, contudo, não está incorporada ao ódio, como também não diríamos que está ligada ao velho humanismo colonizador. O amor que esta violência encerra é tão brutal quanto a própria violência, porque não é um amor de complacência ou de contemplação mas um amor de ação e transformação.O Cinema Novo, por isto, não fez melodramas: as mulheres do Cinema Novo sempre foram seres em busca de uma saída possível para o amor, dada a impossibilidade de amar com fome: a mulher protótipo, a de Porto das Caixas, mata o marido, a Dandara de Ganga Zumba foge de guerra para um amor romântico;Sinhá Vitória sonha com novos tempos para os filhos, Rosa vai ao crime para salvar Manuel e amá-lo em outras circunstâncias; a moça do padre precisa romper a batina para ganhar um novo homem; a mulher de O Desafio rompe com o amante porque prefere ficar fiel ao seu mundo burguês; a mulher em São Paulo S.A. quer a segurança do amor pequeno-burguês e para isso tentará reduzir a vida do marido a um sistema medíocre.Já passou o tempo em que o Cinema Novo precisava explicar-se para existir: o Cinema Novo necessita processar-se para que se explique à medida que nossa realidade seja mais discernível à luz de pensamentos que não estejam debilitados ou delirantes pela fome.O Cinema Novo não pode desenvolver-se efetivamente enquanto permanecer marginal ao processo econômico e cultural do continente latino-americano; além do mais, porque o Cinema Novo é um fenômeno dos povos colonizados e não uma entidade privilegiada do Brasil: onde houver um cineasta disposto a filmar a verdade e a enfrentar os padrões hipócritas e policialescos da censura, aí haverá um germe vivo do Cinema Novo. Onde houver um cineasta disposto a enfrentar o comercialismo, a exploração, a pornografia, o tecnicismo, aí haverá um germe do Cinema Novo. Onde houver um cineasta, de qualquer idade ou de qualquer procedência, pronto a pôr seu cinema e sua profissão a serviço das causas importantes de seu tempo, aí haverá um germe do Cinema Novo. A definição é esta e por esta definição o Cinema Novo se marginaliza da indústria porque o compromisso do Cinema Industrial é com a mentira e com a exploração.A integração econômica e industrial do Cinema Novo depende da América Latina. Para esta liberdade, o Cinema Novo empenha-se, em nome de si próprio, de seus mais próximos e dispersos integrantes, dos mais burros aos mais talentosos, dos mais fracos aos mais fortes. É uma questão de moral que se refletirá nos filmes, no tempo de filmar um homem ou uma casa, no detalhe que observar, na Filosofia: não é um filme mas um conjunto de filmes em evolução que dará, por fim, ao público, a consciência de sua própria existência.Não temos por isto maiores pontos de contato com o cinema mundial. O Cinema Novo é um projeto que se realiza na política da fome, e sofre, por isto mesmo, todas as fraquezas conseqüentes da sua existência.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Cansei de ilusões

Cansei de ilusões. Cansei mesmo? Não sei. Sei apenas que estou indiferente como uma autista. Cansei de ilusões. Será por isso que o mundo se tornou bem menos interessante? Cansei de ilusões. Será por isso que o mundo me parece bem mais real? Cansei de ilusões. E qual a graça da merda do mundo real? Cansei de ilusões. E esqueci do futuro. Cansei de ilusões. Eu não sinto o presente. Cansei de ilusões. Não me apego ao passado. Cansei de ilusões. E por que ainda espio o mundo à minha volta? Cansei de ilusões. E por que ainda penso no que não me pertence? Cansei de ilusões, cansei. Cansei de ilusões. Cansei de ilusões, cansei de ilusões, cansei de ilusões, cansei de ilusões! CANSEI DE ILUSÕES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Cansei de ilusões?

domingo, 13 de abril de 2008

Dia de guerra

Sabe aquelas coisas que você no fundo você sabia que eram verdade mas mesmo assim afirmava para si mesmo q eram mentira? Pois é me deparei com uma dessas esse final de semana... E agora o que fazer? Nada, porque isso nada tem a ver comigo. Mas como eu queria que tivessem, como queria poder fazer alguma coisa. Mas isso não saiu da minha cabeça durante o fim de semana, merda que cabeça traiçoeira! Eu sou uma irracional e nada posso fazer porque sou livre. Mas qual o preço da liberdade? Não quero mais pensar sobre isso. Acabo por aqui.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Qualquer um que visse esse blog certamente não me reconheceria. Eu não sou essa pessoa triste e melancólica que aparento neste blog, é que o desejo de escrever vem principalmente no momento de fraqueza. Ele é parte de várias ferramentas que tenho para eliminar a tristeza. A tristeza é somente um disfarce, uma capa para quem busca proteção. Na maioria das vezes suporto bem o mundo e ele não me pesa nos ombros. Apenas vivo um dia atrás do outro. Para uma pessoa que não sabe direito o que quer isso não é absurdo, é somente a saída possível. Tento o tempo todo me desencaixar da realidade quando ela não me agrada ou não me é compreensível. Quando não preciso compreendê - la apenas a sinto e isso já me dá todas as respostas necessárias. Hoje posso dizer que de um modo inesperado encontrei a serenidade. Uma serenidade estranha, meio alienada, meio apática mas que veio quando eu não a buscava e é ela que me mantém em pé. O que será de mim amanhã? Não sei, só vivendo para descobrir.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Apenas tristeza

Hoje uma tristeza toma conta de mim, um sentimento terno, calmo, pálido, justamente dos mais perigosos. Sinto falta, falta de muita coisa, falta tudo. Falta amor, alegria, pessoas queridas, chão. É como se eu estivesse condenada a tudo isso, eu queria romper com essa realidade mas parece que não tenho forças. Cada vez me sinto mais fraca, mais criança assustada querendo colo. Mas essa não é a hora certa para isso, não é a vida certa, está tudo errado. Eu não sei, não sei mais nada.


Escândalo

Mas, doce irmã, o que você quer mais
Eu já arranhei minha garganta toda atrás de alguma paz
Agora nada de machado e sândalo
Eu já estou sã da loucura que havia em sermos nós
Também sou fã da lua sobre o mar
Todas as coisas lindas dessa vida eu sempre soube amar
Não quero quebrar os bares como um vândalo
Você que traz o escândalo irmã luz
Eu marquei demais, tô sabendo
Aprontei de mais, só vendo
Mas agora faz um frio aqui
Me responda, tô sofrendo
Rompe a manhã da luz em fúria arder
Dou gargalhada, dou dentada na maçã da luxúria, pra quê?
Se ninguém tem dó, ninguém entende nada
O grande escândalo sou eu aqui só
Mamãe, eu já marquei demais, tô sabendo
Aprontei de mais, só vendo
Mas agora faz um frio aqui
Mes responda, tô sofrendo
Rompe a manhã da luz em fúria arder
Dou gargalhada, dou dentada na maçã da luxúria, pra quê?
Se ninguém tem dó, ninguém entende nada
O grande escândalo sou eu aqui só
(Caetano Veloso)

domingo, 6 de abril de 2008

Uma saudade horrível

Saudade. Saudade. Uma saudade horrível e avassaladora de casa. Ainda não acredito que vou passar o resto do meu ano aqui, e talvez até o resto da minha vida. Isso aqui não é o meu lugar. Saudades do meu conforto, da companhia familiar, da tranquilidade... Não que lá eu não tivesse conflitos, mas pelo menos eu não me afogava neles. A minha fortaleza aqui se explodiu, portanto não tem paz nem segurança. Que vontade de mudar de lugar, viver em férias eternas, p poder ter a mesma vidinha de antes. Que saudade dos mesmos cheiros , dos mesmos tatos, do mesmo gosto. Ainda vou completar 2 meses, e ainda falta 10 meses para voltar. Como eu faço?
Eu quero voltar mas não posso, eu quero regredir mas não devo. Socorro! Socorro.
Numa noite (que já vai virar madrugada) tão confusa mais de uma postagem se faz necessária, mais de uma visita a dentro de mim acontece. Aliás, confusão é a palavra perfeita para definir o que eu sinto. O que eu sou? O que faço ? O que eu quero? O que eu amo? Essas são perguntas que rodeiam a minha cabeça constantemente, tanto , que chegam a se tornar repetitivas. Só vejo no meu passado um monte de lacunas vazias, no meu presente uma parede em branco e no meu futuro um céu de tempestade, escuro e barulhento. Não entendo coisa alguma, e será que é preciso entender? Não enxergo o meu tamanho, mas será que é preciso medir? Só vivo com uma ânsia incontrolável sem me dar conta de que os dias estão passando. Se tenho um mundo inteiro a conquistar, será que ele espera por mim? Por que tenho tanta pressa? Há respostas para tantas perguntas? Elas são úteis? A urgência em me decifrar vem da falta de clareza do que me rodeia e da falta de perspectiva para os próximos dias. Se as coisas não fazem sentido será que elas ainda são? Não sei mais espremer palavras, agora vou só roubá - las de alguns artistas queridos.


Lenine
Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal
E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal
Um sinal, uma porta pro infinito irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais
Afinal, como estrelas que brilham em paz
Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal
Um sinal, uma porta pro infinito irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais
Afinal, ser um homem em busca de mais

Cássia Eller

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me entregue suas penas
Já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate, nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Em tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada, nada

Raul Seixas
Não sei onde eu to indo Mas sei que eu to no meu caminho Enquanto você me critica, eu to meu caminho Eu sou o que sou, porque eu vivo a minha maneira Só sei que eu sinto que foi sempre assim minha vida inteira