domingo, 6 de abril de 2008

Numa noite (que já vai virar madrugada) tão confusa mais de uma postagem se faz necessária, mais de uma visita a dentro de mim acontece. Aliás, confusão é a palavra perfeita para definir o que eu sinto. O que eu sou? O que faço ? O que eu quero? O que eu amo? Essas são perguntas que rodeiam a minha cabeça constantemente, tanto , que chegam a se tornar repetitivas. Só vejo no meu passado um monte de lacunas vazias, no meu presente uma parede em branco e no meu futuro um céu de tempestade, escuro e barulhento. Não entendo coisa alguma, e será que é preciso entender? Não enxergo o meu tamanho, mas será que é preciso medir? Só vivo com uma ânsia incontrolável sem me dar conta de que os dias estão passando. Se tenho um mundo inteiro a conquistar, será que ele espera por mim? Por que tenho tanta pressa? Há respostas para tantas perguntas? Elas são úteis? A urgência em me decifrar vem da falta de clareza do que me rodeia e da falta de perspectiva para os próximos dias. Se as coisas não fazem sentido será que elas ainda são? Não sei mais espremer palavras, agora vou só roubá - las de alguns artistas queridos.


Lenine
Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal
E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal
Um sinal, uma porta pro infinito irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais
Afinal, como estrelas que brilham em paz
Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal
Um sinal, uma porta pro infinito irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais
Afinal, ser um homem em busca de mais

Cássia Eller

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me entregue suas penas
Já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate, nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Em tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada, nada

Raul Seixas
Não sei onde eu to indo Mas sei que eu to no meu caminho Enquanto você me critica, eu to meu caminho Eu sou o que sou, porque eu vivo a minha maneira Só sei que eu sinto que foi sempre assim minha vida inteira

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