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Paguei o preço do meu orgulho, e foi em espécie. Eu podia ter resistido mas senti que não devia ter qualquer tipo de tolerância, já passou muito da hora de eu começar a me afirmar, a impor a minha vontade. É sobretudo uma questão de respeito. Não me senti muito bem ao fazer isso, achei que me comportei como uma criança mimada, mas o processo de mudança envolve algum sofrimento. Sei que se eu não tivesse feito isso amanhã me sentiria pior do que já estou, acharia que sou uma covarde, uma submissa. É hora de mostrar o meu verdadeiro eu, mesmo que ele seja incrivelmente confuso e não saiba ainda como lidar com as situações. Não sei o que sinto na maioria das vezes, posso também achar que não sinto, agora só sei que sinto uma tristeza apática. Me deu uma vontade enorme de ir para casa embora não saiba exatamente onde ela fica, um desejo de encontrar todo o aconchego e paz que ela me promete. E isso só revela a minha criança assustada, arredia, que só procura o colo da mãe para ficar tranquila. É só de um pouco de amor que eu preciso, é só um pouco de paz o que eu mereço.
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