sexta-feira, 25 de julho de 2008

A borboleta

Ontem estava quietinha num canto e vi uma borboleta! Era a borboleta mais linda que já vi : grande, colorida e imponente. Já foi surpreendente o fato de achar uma borboleta ( ainda mais linda desse jeito) nessa cidade toda feita de pedra e asfalto, cheia de carros e com pouquíssimas árvores imagina se eu desconfiasse aonde ela foi se esconder. A borboleta maravilhosa entrou numa lata de lixo e de lá não saiu (ao menos até a hora de eu ir embora) . Fiquei extremamente intrigada com isso: o que faria uma criatura tão linda e delicada dentro do lixo, junto com o que as pessoas jogam fora? As pessoas só jogam fora tudo aquilo que não presta mais, que é podre, que não serve. Acho que a beleza e a delicadeza sempre são úteis pra dar novas cores à vida. ESsa semana mesmo recebi abraços inesperados que aqueceram meu coração. Há sempre motivos para sorrir, mesmo que eles não estejam aparentes. Na dúvida sorria, isso vai melhorar seu dia. Agora temino com um apelo e uma conclusão : por favor não joguem fora as borboletas. E a conclusão: a borboleta estava ali porque ela achou que num poço de sujeira ela poderia trazer brilho e amor , ou então onde todos viam coisas inúteis ela viu poesia.




Ah e tudo isso me lembrou um poema de Castro Alves chamado O Pássaro e a Flor
O tema é um pouco diferente mas não importa, a poesia vale a pena


Fábula - O pássaro e a flor
Era num dia sombrioQuando um pássaro erradioVeio parar num jardim.Aí fitando uma rosa,Sua voz triste e saudosa,Pôs-se a improvisar assim."ó Rosa, ó Rosa bonita! Ó Sultana favoritaDeste serralho de azul:Flor que vives num palácio, Como as princesas de Lácio, Como as filhas de 'Stambul.Corno és feliz! Quanto eu deraPela eterna primaveraQue o teu castelo contém...Sob o cristal abrigada,Tu nem sentes a geadaQue passa raivosa além.Junto às estátuas de pedraTua vida cresce, medra,Ao fumo dos narguillés,No largo vaso da ChinaDa porcelana mais finaQue vem do Império Chinês.O Inverno ladra na rua,Enquanto adormeces nuaNa estufa até de manhã.Por escrava - tens a aragemO sol - é teu louro pajem.Tu és dele - a castelã.Enquanto que eu desgraçado,Pelas chuvas ensopado,Levo o tempo a viajar,- Boêmio da média idade,Vou do castelo à cidade,Vou do mosteiro ao solar!Meu capote roto e pobreMal os meus ombros encobreQuanto à gorra... tu bem vês! ...Ai! meu Deus! se Rosa foraComo eu zombaria agoraDos louros dos menestréis!. . .
Então por entre a folhagemAo passarinho selvagemA rosa assim respondeu:"Cala-te, bardo dos bosques!Ai! não troques os quiosquesPela cúpula do céu.Tu não sabes que delírios Sofrem as rosas e os lírios Nesta dourada prisão.Sem falar com as violetas.Sem beijar as borboletas,Sem as auras do sertão.Molha-te a fria geada...Que importa? A loura alvoradaVirá beijar-te amanhã.Poeta, romperás logo,A cada beijo de fogo,Na cantilena louçã.Mas eu?! Nas salas brilhantesEntre as tranças deslumbrantesA virgem me enlaçaráDepois cadáver de rosaA valsa vertiginosaPor sobre mim rolará.Vai, Poeta... Rompe os aresCruza a serra, o vale, os maresDeus ao chão não te amarrou!Eu calo-me - tu descansas,Eu rojo - tu te levantas,Tu és livre - escrava eu sou! ...

domingo, 20 de julho de 2008

Raiva

Ô sentimento ruim esse! Corrói td por dentro, é que nem acido sulfúrico!
Raiva sai desse corpo q naum te pertence!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Amor, meu grande amor

Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada
Assim como as canções, como as paixões e as palavras
Me veja nos seus olhos na minha cara lavada
Me venha sem saber se sou fogo ou se sou água
Amor, meu grande amor, me chegue assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome, sem sentir o que não sente
Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo
Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça
E quando me quiser que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver que eu seja o último e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor, me reconheça
Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo
Amor, meu grande amor, que eu seja o último e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor, por favor me reconheça
Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo


Tem certas horas que vc chega a uma conclusão indesejada e eu cheguei. Preciso ser amada e amar também. Mas não amor de todo dia, eu já amo as pessoas, as coisas , a vida , etc... Desejo amar um alguém especial para amar mas intensamente do que tudo, para sentir meu peito bater mais forte e ficar idiota de tão encantada. Eu quero sentir a felicidade maior, a de amar e ser amada. Parece que começo a ficar pronta para isso, estou menos centrada em mim. Estou pronta pra me doar. Ai, ai estou tão boba! Já falei que amo estar assim?
E para compensar minha lerdeza: E quando me encontrar, meu grande amor, por favor,me reconheça

domingo, 13 de julho de 2008

Só as canecas de café explicam

Há coisas que são mágicas e só as canecas de café explicam. Há pessoas que entram na nossa vida de repente, sem querer, sem pedir, sem esperar e vão ficando, ficando até que quando menos se espera já são um pedaço da gente. São pessoas tão especias que não importam o que os outros digam, o que se sente é muito maior. Maior que tudo, que o pôr do sol no alto de uma ladeira, que o concurso garotas da lage e tão profundo quanto uma xícara de café. Ah, o café! Bebida sagrada que une as pessoas que tomam ele juntas, especialmente se for às seis da tarde brigando p ligar ou desligar a tv. Enfim só isso a dizer , há muito mais a sentir. Os passos que damos muitas vezes sem perceber formam caminhos eternos, onde somos guiados pelo amor...
Que muito mais coisas boas apareçam e que guardemos para sempre as boas recordações.

A caixinha

Eu moro numa caixinha de fósforo, empilhada entre tantas outras caixinhas. Mas eu não sou um palito. O que tem de errado nessa história?

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A história da dor

Lembro - me de um dia em que passava conversando com uma amiga ( à época) e estávamos falando sobre Deus e a religião. Aí eu solto algo mais ou menos assim: "A gente tem o mau costume de não agradecer a Deus pelas coisas. E quando agradecemos é só pela alegria e nunca pela dor. A gente devia agradecer pela dor, pois é através do sofrimento que a gente cresce." Quem me conhece hoje em dia jamais acreditaria que eu já fui capaz de dizer um absurdo desses. Quando eu digo que só o ateísmo salva( pelo menos o meu que é peculiar- aliás isso é outra história) ... Talvez eu não tivesse ainda sofrido de verdade, ou tivesse e não dimensionasse a merda que é o sofrimento. Ele atrasa a nossa vida e não deixa que a gente descubra o sabor de sentir profundo. Ainda bem que eu mudei e hoje sou uma outra pessoa. É estranho dizer isso mas sou outra pessoa, muito diferente. Às vezes acho que eu era louca, louca mesmo. E era uma loucura não saudável como a atual. Loucura ( a atual) que descobri também em Glauber Rocha. Depois que assisti Terra em transe não me sinto mais só no mundo (tá, isso foi dramático demais) . Mas descobri alguém tão louco, confuso e poético como eu. Adoro a falta de ordem das coisas( mentira, nem tanto) . Loucura mesmo é essa vida que de repente faz você fechar os olhos e ver tudo diferente.

Ah e algo que está faltando: Por que alguém que vive no melhor lugar , a fronteira entre a loucura e a consciência, cometeria o absurdo de desejar crescer? Crescer é adquirir responsabilidade e bom é viver pelo impulso das emoções. Se esse não fosse um processo irreversível... ( droga de coisa que inventou as regras do mundo)
E sim, Luanda. Eu também tenho síndrome de Peter Pan , vc estava certa.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

De volta

Ah, férias! Férias tão intensas que chega doeram, cansaram. Férias para sentir um pouco do gosto da vida e voltar recarregada para uma realidade quase surreal. Férias para viver mesmo ....
Eu quero mais...............