domingo, 28 de março de 2010

Moral? Ética? Justiça?

Nunca pensei que fazer jornalismo fosse tão difícil. Nunca pensei que isso envolvesse dilemas éticos tão profundos. Nunca pensei que eu coletar os dados e nunca ia concluir se eles são partes da "verdade". Pela primeira vez senti-me realmente questionada sobre as minhas certezas. E quem me garante que eu estou certa? Como posso eu simplesmente chegar com minha malinha cheia de verdades prontas debaixo do braço e achar que sou a dona da razão? Não. Não se trata disso. Quando se envolve a vida de todo um conjunto de pessoas não se pode ser leviano a tal ponto. Não posso prejudicar pessoas que não têm culpa no cartório, que às vezes nem sabem a parte que lhes cabe numa engrenagem muito maior. Mas como saber quem fala a verdade? Só pesquisando a fundo. Mas o jornalismo não lhe permite isso. Você tem que tomar decisões rápidas, senão o deadline cala a sua boca. Só sei que eu não queria ter esse peso nos meus ombros, nos meus sonhos dourados jornalismo era o paraíso da verdade e da justiça. E não é, ele é como a sociedade em que a gente vive e todos os erros que ela comete.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O que dizer?

Todo mundo reclama comigo: "Carol, vc n posta no blog!" "Carol, nunca vi um tweet seu" "Carol, por que vc está tão calada?" Porra, porque se eu tivesse o que dizer eu ia dizer, ora pois! Sou adepta da teoria do excesso de informação: Já há tanta coisa inútil no mundo então por quê eu haveria de dizer mais uma? Só falo quando a coisa pulsa aqui dentro. Se bem que às vezes, as coisas erradas pulsam aqui e eu acabo falando bobagens e magoando pessoas à toa. Falo quando eu tenho vontade e falo o que eu quiser. Não me importam com o que as pessoas vão falar de mim. E daí que eles pensem que eu sou fútil? Que eu não tenho nada na cabeça? Problemas delas , que perdem feições interessantíssimas da minha personalidade. É realmente difícil você se deixar ser você mesma!